Vidas invisíveis

Minha alma chora.

Chora pelas crianças nos campos de refugiados.
Pelos homens, mulheres e pequenos que dormem ao relento.
Pelos mendigos nas ruas chiques de São Paulo, Paris e Nova Iorque,
tornados invisíveis por quem passa apressado, incapazes de lhes dar um nome.

Chora pelos que correm de bombardeios decididos à distância,
onde a vida vale menos que um cálculo geopolítico.

Choraa pelos que vivem em uma ocupação do MTST.
Fotografei-os
E cada rosto me dizia, sem precisar de palavras:
“Precisamos de um teto. De comida. De dignidade.”

Há quem não veja — ou não queira ver.
Corações petrificados acumulam terras, acumulam riqueza,
como se a desigualdade fosse apenas um dado natural do mundo.

Enquanto isso, tantos morrem de frio, de fome, de sede.

É impossível ignorar.
A dor deles é também a minha dor.

Publico aqui algumas das fotos que fiz.

Publico aqui algumas das fotos que fiz.







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