Hoje, domingo, fiz umas fotos na Feira da Glória. O dia estava convidativo, com uma luminosidade típica dos finais de inverno. Gosto das feiras, embora não as visite com frequência, e admiro o jeito carioca de cada uma delas. Elas despertam cedo, incomodam a vizinhança mas espalham cores e aromas por onde são armadas.
Legumes, hortaliças e frutas brilham nas inúmeras barracas, enquanto os cheiros se misturam no ar. Os feirantes anunciam a plenos pulmões os preços das suas mercadorias com uma cadência quase musical, e os fregueses passam, escolhem, tocam, provam, trocam sorrisos e palavras rápidas. Adultos e crianças mordem pasteis fritos em frigideiras cheias de óleo que duram dias e se deliciam com o caldo de cana geladinho; tudo parece se organizar num ritmo próprio: vibrante, barulhento, cheio de vida.
Entre frutas e legumes, peixes e linguiças, conversas e pequenas compras, a feira, desde tempos coloniais, revela a cidade em seu instante mais humano e próximo, onde cada gesto cotidiano carrega um toque de poesia silenciosa — pronto para ser registrado numa fotografia.
As minhas fotos mostram um pouco do que é a Feira da Glória, captando cores, sons e cheiros que só se encontram ali, naquele instante único do domingo carioca.
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