Retrato de uma cidade sem chão: Reflexos como Matáfora da Vulnerabilidade

 

 


As imagens que capturam pessoas em movimento sobre o asfalto e as lajes urbanas molhadas – seja caminhando de chinelos ou pedalando – ilustram com clareza o principal nó da crise climática nas cidades: a impermeabilização do solo. O asfalto e o concreto, que dominam o ambiente construído, impedem a infiltração natural da água da chuva, transformando a precipitação em grandes volumes de escoamento superficial. Este escoamento rápido e intenso é a causa direta de inundações e enchentes, fenômenos agravados pela crise climática que intensifica a frequência e o volume das chuvas torrenciais. O reflexo na poça não é apenas estético, é a dura metáfora da vulnerabilidade urbana: a água não encontra seu caminho natural para o subsolo e acaba ocupando as vias, ameaçando a segurança e a rotina dos cidadãos.


 

 



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